segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fascínio pelo Mar

"Monet não pintará apenas elegantes regatas ou cidades balneares na moda, mas permanecerá, toda a sua vida, fascinado pelo mar. O mar que dormita, os dias de sol sem vento, o mar em fúria ou contido sob um céu encoberto.

"À Beira da Água, Bennecourt", 1868, de Claude Monet

Pinta também lagos e lagoas, no entanto, regressa sempre ao seu rio - o Sena. Por um lado, observa a água nos seus diferentes estados, por outro lado, vê-a como uma superfície de reflexão onde a paisagem se quebra.
Céu, nuvens, casas e árvores, pessoas e barcos fundem-se no espelho da água, num plano denso onde as suas características físicas e espaciais se dissolvem. Num quadro como À Beira da Água, Bennecourt percebe-se claramente que a água, para Monet, é um meio de chegar à abstracção."

Christoph Heinrich in "Monet"

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