domingo, 30 de janeiro de 2011

SouZouCreations

Curry and Rice

Bowl of Rice with toppings

Mexican

Plate with carrots, tofu with asparagus and a bowl of miso and mushroom soup

Soup in a bread bowl ring

Não que pense em utilizar, mas que estas miniaturas são espectaculares, sem dúvida que são ... ;)
Vejam mais aqui !

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rocks in the Mojave Desert







Descubra mais aqui sobre o fotógrafo Allie Mount !

"Tão densas,
as pedras,
paradas,
a estar ...
tão cheias,
intensas
e tão
sem falar

As pedras esperam
eu não sei esperar
São fortes presenças
que sabem calar
Eu procuro, anseio
ponho-me a chorar
não sou como as pedras
não sei aguardar."

"As Pedras" de Luísa Barreto

domingo, 16 de janeiro de 2011

As cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes

"Se Vieira for a caligrafia, Arpad é a linha do caderno.
Se Vieira for o labirinto, Arpad é o fio de Ariadne.
As cidades de Vieira são nervosas e rápidas. As de Arpad tornam-se calmas e lentas. Nas cidades de Vieira há a fragilidade que lhes dá leveza. Nas cidades de Arpad há a certeza que lhes dá dúvida. As cidades de Vieira fogem e as de Arpad regressam. As cidades dela são o futuro do passado e as dele são o passado do futuro. As cidades de Vieira escrevem-se no espaço, porque o futuro, como sabem os arquitectos e os videntes, constrói-se em extensão. As cidades de Arpad inscrevem-se no tempo, porque o passado, como sabem os arqueólogos e os psicanalistas, desvenda-se em profundidade. É por isso que Vieira é a arquitecta-vidente das suas cidades e Arpad o arqueólogo-psicanalista das cidades dele."


Maria Helena Vieira da Silva ( 1908-1992 ), pintora de origem portuguesa, nasceu em Lisboa no seio de uma família de espírito aberto, ideais republicanos e muito ligada à cultura, o que cedo estimulou o seu interesse pela pintura, pela leitura e pela música. Depois de ter estudado desenho, pintura e escultura em Lisboa, vai para Paris em 1923, insatisfeita com o ensino ministrado na Escola de Belas Artes de Lisboa, num período politicamente instável e culturalmente pouco estimulante.

Desenvolveu um trabalho muito eclético. O seu gosto inicial pela música influenciou a sua pintura. Algumas obras lembram as partituras de Bach!
Também o seu trabalho relaciona-se com a filosofia. Em alguns quadros, como por exemplo "Ville en extension, 1970", é notória uma sensação de labirinto, sendo evidente a metáfora do Ser Humano, do sentido da vida de um ponto de vista filosófico.
Vieira da Silva não representa a realidade tal como a vimos. Ela não pretende representar o mundo das aparências, mas sim das essências.
Em 1929 conheceu Arpad Szenes, tendo-se casado em 1930.

A pintora utilizava a técnica da perspectiva e quando pintava sobre telas recorria ao óleo, nomeadamente ao processo work in progress.
Na sua obra predominam duas grandes temáticas: a representação não mimética da realidade e a utilização do quadrado.

Pessoalmente, e na exposição "As cidades de Vieira da Silva e Arpad Szenes" patente no Museu da Electricidade até dia 23 de Janeiro, adorei o quadro "Cidade Azul".
Neste, a tridimensionalidade não se verifica ao nível da cor e das texturas, mas sim através de letras e números dactilografados. Genial ...

Em 1961, após ter ganho o prestigiante prémio da Bienal de São Paulo, seguiram-se grandes encomendas e exposições.
Os anos 70 e 80 foram os da sua consagração!

Gosto imenso da pintora Maria Helena Vieira da Silva. Artista do mundo, não pertencia a uma cidade, mas às cidades !

sábado, 8 de janeiro de 2011

Le Calendier Olfactif 2011




January by the Association La Voix de l'Enfant
Childhood memories, a scent evoking strawberry candies ...

February by Christian Tortu
Hyacinth, in the heart of winter, the hyacinth bouquet fills the air
with a fresh perfume reminding us of the coming spring season ...

April by Yaguel Didier
Iris Intuition, goddess to the Greeks, the Iris flower evokes the
eminence of good news ...

May by Ines Sastre
Sweet Pea, the fresh and voluptuous breeze exhales a perfume of
freesia, sweet pea and jasmine ...

August by Jean-Michel Othoniel
Melting Tar, in the middle of August, the temperature is above
100 in the shade, the forest exhales the smell of cedar bark and
warm earth ...

October by Jean-Francois Lesage
Alpassi, October in Madras has the appearance of Spring, earth is
filled with water and the air releases perfumes of jasmine shrub
with fruity impressions of peach, apricot and ylang ...

November by Frederik Fekkai
Almond and Honey, time to rediscover the pleasures of
cocooning and pampering ...

December by Apollonia Poilane
Gingerbread, the house is filled with delicious scents of nutmeg,
ginger, cinnamon, anise and clove ...

Le Calendier Olfactif 2011 é uma edição limitada do calendário perfumado concebido pela perfumaria parisiense Quintessence.
12 meses ... 12 celebridades que participaram na criação do perfume ... 12 fragrâncias exclusivas ... 12 velas perfumadas e ... 24 euros pela compra de cada vela reverterão para a "La Voix de l'Enfant", uma organização francesa dedicada desde 1981 à protecção de crianças abusadas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O Poeta Parisiense da Pintura

"Place Vendôme", Oil on Canvas

"Metro George V, Champs Elysees", Oil on Canvas

"Place du Tertre", Oil on Canvas

"Rue de Rivoli", Oil on Canvas

"Pont-Neuf", Oil on Canvas

"Champs Élysées", Oil on Canvas

"Place de l' Opéra in Winter", Oil on Canvas

"Quai de la Seine", Oil on Canvas

"Chatelet", Oil on Canvas

"Place du Theatre de la Comedie Française", Oil on Canvas

"Arc de Triomphe", Oil on Canvas

"Théâtre du Vaudeville", Oil on Canvas

A pintura de Edouard-Leon Cortès retrata não apenas um lugar, mas o seu espírito.
Uma arte de sensibilidade intensa, que, apesar de simples, faz as suas pinceladas impressionistas figurarem entre as mais belas retratações da eterna cidade-luz.
Pós-impressionista, era chamado de "o poeta parisiense da pintura". A sua paixão pela cidade era excepcional, conduzindo o seu talento ao encontro não somente dos monumentos, movimentos e pessoas, mas também da própria alma de Paris.
Apesar de uma técnica simples, utilizava infinitas variações para identificar os tons e cores das mudanças de estação e do clima.
Observar os seus quadros é observar alguma cena através de uma janela com gotas de chuva a escorrer por ela. Sua obra parece estar viva diante dos nossos olhos !