sábado, 25 de dezembro de 2010

O Natal nas culturas pagãs

Numa época antes de Cristo, o dia 25 de Dezembro era assinalado com grandes festividades pagãs que comemoravam o Deus-Sol, Mitra. Havia também nesta altura muitos banquetes para festejar o solstício de Inverno e o fim das colheitas. Até que ponto esta e outras tradições pagãs influenciaram os costumes de hoje do Natal ?

As tradições da festa por excelência dos cristãos não têm a sua génese em práticas religiosas, mas antes nas culturas pagãs. Apesar do sentido que a maioria de nós dá ao Dia de Natal, em tempos, a maioria dos símbolos associados à data tinha um significado muito diferente. Ou pelo menos, assim consta.

Em primeiro lugar, o dia em si. O dia 25 de Dezembro aproxima-se, no hemisfério norte, ao Solstício de Inverno e era nesta data que as culturas pagãs celebravam o "Natalis Solis Invictus" ( Nascimento do Sol Invencível ) uma celebração ao Deus-Sol, Mitra. A influência do culto pagão terá levado a que este dia fosse o escolhido para celebrar a data oficial do nascimento de Cristo. Aliás, na Bíblia não está assinalada nenhuma data específica e apenas se pode indicar que o mês terá sido provavelmente Setembro.

O assinalar do nascimento do Deus-Sol não influenciou apenas a escolha do Dia de Natal. Estas festividades envolviam também a decoração de árvores e a troca de presentes.

Também as velas provêm de uma tradição pagã: eram utilizadas ao crepúsculo para homenagear o Deus Romano Júpiter, chamando o Sol depois de este se pôr. As grinaldas, que hoje são colocadas nas portas das casas em Dezembro, eram utilizadas no Egipto Antigo para proteger e agradecer: significavam o fim da colheita ( ano ) e protegiam o lar - daí a sua forma redonda.

O presépio é outro elemento de carácter ambíguo. Apesar de se saber que foi introduzido por São Francisco, há quem defenda que se trata da representação de um altar a Baal, figura consagrada na antiguidade babilónica e que estimula a idolatria. Os banquetes são, por outro lado, um hábito antigo e bem documentado. Bebia-se e comia-se com fartura, especialmente na altura dos solstícios. Era um sinal de aliança com Talmuz, Nirode e outros Deuses da Babilónia. Nos dias de hoje o costume da "Grande Ceia" persiste.

A festa do Natal é, por isto tudo, mais que um dia religioso do Cristianismo. Tornou-se uma data assinalada globalmente, mas com origem ancestral e múltipla, provém também das culturas pagãs, algumas de carácter mundano. De uma altura em que as comunidades adoravam o Sol e agradeciam à Terra os bons anos de agricultura sem calamidades. A Igreja Romana, com a forte presença destes costumes pagãos, integrou-os, na impossibilidade de os excluir, dando-lhe um significado religioso. Durante a Idade Média, estas tradições enraizaram-se no mundo ocidental feudal e mantêm-se na cultura popular dos dias de hoje.

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