quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Bright Star - Estrela Cintilante"

"Bright Star - Estrela Cintilante"
De Jane Campion
Reino Unido/França/Austrália

118 minutos

Site Oficial

Sinopse:
"23 anos, John Keats, e a vizinha do lado, Fanny Brawne, uma jovem e sincera estudante de moda. A relação entre este estranho e improvável par até começou mal. Ele achava-a um pouco insolente, ela não se deixava impressionar muito com literatura em geral. Foi a doença do irmão mais novo de Keats que os juntou. Keats ficou sensibilizado com os esforços de Fanny para os ajudar e propôs-lhe ensinar-lhe poesia. Quando a preocupada mãe de Fanny e o melhor amigo de Keats descobriram até que ponto eles estavam atraídos um pelo outro, a relação entre os dois já não podia parar. Intensa e inevitavelmente absorvidos, os jovens amantes deixavam-se envolver por sensações cada vez mais poderosas. "Tenho a sensação de me estar a dissolver", escreveu Keats à sua amada. Juntos, viveram momentos de romântica obsessão, que se tornava cada vez mais profunda à medida que os seus problemas aumentavam. Só a doença de Keats se mostrou inultrapassável ..."

Filme estreado em competição no último Festival de Cannes, aborda a secreta relação amorosa entre o poeta John Keats (uma das mais importantes vozes do Romantismo), que uma tuberculose cedo levou, e a sua vizinha e musa, Fanny Brawne, na Londres do início do Séc XIX.

Encantei-me com esta bonita tela pintada por Jane Campion, na qual são belíssimos os delicados diálogos entre John e Fanny sobre o que é a poesia, o que é ser poético e apoético ou até mesmo o ofício de ser poeta.
Deliciei-me ( e agora recorrendo às palavras de Rui Monteiro ) com "um quarto cheio de borboletas, esvoaçando, coloridas e frágeis, ou delicadamente pousadas sobre uma cadeira, uma maçaneta de porta, a cauda de um vestido; instaladas como quem posa, exibindo, vaidosas, os elaborados desenhos nas asas."

E emocionei-me com o próprio John Keats, artista romântico, dilacerado pela pulsão criativa, mas ainda assim capaz de descortinar a beleza no movimento de uma folha embalada pelo vento e de o descrever em palavras mais belas e criativas do que a sua época podia compreender e apreciar.

Gostei imenso deste filme, verdadeira ode lírica à poesia de um amor dramático e romântico !

Vejam aqui o trailer:

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