terça-feira, 25 de agosto de 2009

"A Tempestade" na Quinta da Regaleira


«A MATÉRIA QUE NOS COMPÕE É IGUAL À DOS SONHOS»

"Convidamos a embarcar rumo a ilha perdida
em cabo finistérreo, frondoso ...
a Regaleira transformada em cenário único nesta
terra, para a função que Próspero nos prepara
e oferece: O espectáculo do homem face
à natureza, a impotência daquele face à grande
Mãe.
Igualmente o compêndio das fraquezas humanas,
o descalabro moral em terras de ninguém, longe
do olhar que julga e condena. É um novo mundo,
um admirável novo mundo que se nos apresenta
aos olhos. Mas são os mesmos homens,
demasiado humanos, os que nele se perdem ...
A magia está no ar, correndo célere entre
o arvoredo, as ondas, os cumes rochosos.
Surpreende os meros mortais, altera-lhes
os passos, desvenda caminhos que nunca
poderiam ser imaginados.
Que A Tempestade comece ! "

Rui Mário

E foi na noite fria de Sábado ( 22 de Agosto ) que, na excelente companhia dos meus amigos Paulo e Sofia, fui até à Quinta da Regaleira assistir ao espectáculo volante "A Tempestade" de William Shakespeare.
Eram cerca das 21h15 quando levantámos os bilhetes. Posteriormente, como o evento só começava às 22h00 e até porque 'o estômago já reclamava' fomos até ao Restaurante Quinta da Regaleira 'beliscar qualquer coisa'.
Encantei-me com aquele local ... ao ar livre, música ao vivo, ementa excelente, ambiente encantador e, no meu caso, a usufruir de uma bela vista para o Palácio da Pena.

Após a refeição ficámos a aguardar no Pátio das Quimeras, no qual, para além do nome bastante sui generis, despertou-me a atenção a programação cultural, nomeadamente um concerto com taças tibetanas a decorrer naquele espaço, no próximo Sábado ! ;)

Não passado muito tempo fomos chamados e encaminhados para um pequeno largo ali próximo e assim teve início a Tempestade.Tempestade de emoções e de sentimentos contraditórios que vivi naquele largo. Razão tem Rui Mário quando escreve «A magia está no ar, correndo célere entre o arvoredo, as ondas, os cumes rochosos», pois foi precisamente esse cenário mágico que surpreendeu-me quando olhei para o meu lado direito. De um lado, vi surgir o Castelo ... límpido, forte, imponente, egoísta, masculino, apenas envolto pela certeza da noite, mas do outro, o Palácio ... belo, romântico, delicado, feminino, a sofrer com os beijos semiobscuros das brumas incertas e cinzentas.



Fiquei siderada perante a beleza daquela visão ! Todavia, deixou-me melancólica para o resto da noite ... ;(

Apesar de tal estado de alma, foi-me impossível não ter adorado a peça de teatro. A interpretação, o guarda-roupa, o cenário idílico ... tudo excelente !

Um espectáculo mágico a não perder !!!

1 comentário:

Clara disse...

Deve ser, de facto, um grande espectáculo. Vou ficar atenta.

Beijinhos