sábado, 16 de maio de 2009

"Um Longo Domingo de Noivado"

"Em 1919, Mathilde tinha apenas 19 anos. Dois anos antes, o seu noivo Manech partira para a frente de batalha na Somme. Como milhões de outros jovens antes dele, Manech foi «morto no campo de batalha». Ou pelo menos isso é o que diz o boletim oficial. Mas Mathilde recusa-se a acreditar. Se ele tivesse sido morto, ela saberia. Mathilde agarra-se à sua intuição e esperança com toda a paixão que a liga ao seu amor desaparecido, mesmo quando um sargento regressado da frente tenta em vão convencê-la que Manech morreu numa trincheira na terra-de-ninguém, na companhia de quatro outros soldados condenados à morte por ferimentos auto-infligidos. O seu percurso está repleto de obstáculos mas Mathilde não vacila - pois nada é impossível para uma mulher que está decidida a desafiar o próprio destino ..."

Site do filme

Título original: Un Long Dimanche de Fiançailles / A Very Long Engagement
Realização: Jean-Pierre Jeunet
Intérpretes: Audrey Tautou, Gaspard Ulliel, Albert Dupontel, Chantal Neuwirth, Dominique Pinon, Jean-Pierre Darroussin, Tchéky Karyo, Marion Cotillard, Jodie Foster
França/Suíça, 2004



Em "Um Longo Domingo de Noivado" assistimos, após "O Fabuloso Destino de Amélie", ao reencontro entre o realizador Jean Pierre Jeunet e a actriz Audrey Tatou.

Se por um lado, um traço bastante positivo deste filme consiste na diversidade de géneros que consegue reunir em pouco mais de duas horas, por outro lado, não deixa de ser algo confuso o argumento repleto de flashbacks entre o passado, o presente, a história de Mathilde bem como a de Manech e os seus companheiros.

Relativamente ao trabalho de fotografia, é simplesmente magnífico. Adorei a forma impressionante como tão depressa somos conduzidos para bucólicas paisagens da Bretanha de campos verdes e mar azul, como para plena Paris de 1920 com os seus mercados, monumentos e agitação frenética ou para o cenário de destruição e desolo provocados pela guerra. No primeiro, as cores são fortes e vivas, sugerindo um ambiente de descontracção; em Paris as cores esbatidas e douradas deixam transparecer a impessoalidade de uma cidade e os tons cinza escuros de guerra apelam à tragédia.

É um facto inegável que Jeunet, realizador extremamente visual, possui aquele dom mágico para transformar cada imagem, cada cena em pura poesia.

Outro contributo importante para a criação de uma atmosfera repleta de magia e da sensação de constante surpresa quanto à sucessão dos acontecimentos, é sem dúvida alguma a banda sonora de Angelo Badalamenti ( se bem que não tão boa como a de Yann Tiersen ) !

Vejam aqui o trailer:

2 comentários:

K disse...

Adoro as tuas escolhas...

Bj

Butterfly disse...

;)

Bjinhos