segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Um Amor de Perdição"

"Esta poderia ser a história de um encontro entre Simão e Teresa, sob fundo de conflito entre duas famílias da burguesia portuguesa. Simão é um adolescente quase criança, solitário, intransigente, narcisista, destrutivo e suicidário que atrai como uma aura fatal, uma luz negra, a maior parte das pessoas com quem se cruza. Mas Teresa existe, ou é apenas uma ideia, uma imagem, um reflexo? Teresa é uma aparição. Um pretexto para uma revolta amoral e violenta, para um amor de perdição."

Título original: Um Amor de Perdição
Realização: Mário Barroso
Intérpretes: Tomás Alves, Patrícia Franco, Willion Brandão, Catarina Wallenstein, Ana Padrão, Rui Morisson, Virgílio Castelo, Ana Moreira
Portugal, 2008


"Um Amor de Perdição" não pretende reproduzir "Amor de Perdição". Apenas serve-se dele como pretexto para gritar algumas evidências da sociedade actual.
Faltam neste filme a paixão, o desregramento e a desmesura patentes no belíssimo romance de Camilo Castelo Branco.
Se em 1943 temos o êxtase da paixão e do desmesurado, em 2008 temos o êxtase da violência e de um amor virtual pela ausência de Teresa.

Vejam aqui o trailer:


4 comentários:

K disse...

Ainda ontem comentava com uma Amiga, que tinha de ir ver este filme...

;)

Butterfly disse...

Fico então a aguardar, com muita curiosidade, pelo post com a tua opinião sobre o filme ! ;)

Bjinhos

Clara disse...

Li este livro há muitos, muitos anos. Tinha talvez uns 11 ou 12 anos. Apaixonei-me pela história, tão dramática. Quando ao filme... bem, não sei. Por um lado, tenho curiosidade de o ver. Por outro lado, quero permanecer a memória com a qual fiquei depois de ler o livro.

Beijinho

Butterfly disse...

Clara, também eu sempre fui apaixonada pelo belo e intenso romance de Camilo Castelo Branco ! ;)

Talvez por isso é que, e apesar de ter ido ver o filme ciente de que estaria perante uma adaptação 'muito livre', não consegui deixar de ficar um pouco desapontada. ;(

Isto acontece-me com bastante frequência relativamente às adaptações cinematográficas. Mas uma excepção recente e que constituiu para mim uma agradável surpresa foi "Singularidades de uma Rapariga Loura" de Manoel de Oliveira ! Adorei !!! ;)

Bjinhos XL