terça-feira, 27 de maio de 2008

Uma Serpente do Deserto






A estrada da montanha Jebel Hafeet fica nos Emirados Árabes e é considerada pelos mais entusiastas uma oitava maravilha do mundo. Exageros à parte, esta incrível obra de engenharia serpenteia os mais de 1.200 metros de altura da Jebel, que é a segunda maior montanha do país. No total, 60 curvas e um revestimento asfáltico de fazer inveja ao mais moderno autódromo. São três pistas, duas para subir e uma para descer, e um tipo de iluminação inacreditável. Não só a estrada é iluminada, mas também as paredes rochosas escavadas, garantindo um cenário nocturno digno de filmes ou mesmo de videogames.
Muita especulação existe a respeito da construção da rodovia, inclusive sobre um valor não confirmado de 100 milhões de dólares, mas o que parece mais provável é que o objectivo real repouse no alto da Jebel Hafeet. O enorme palácio do xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan que foi presidente dos Emirados Árabes por mais de trinta anos até a sua morte em 2004. Como figurou entre os homens mais ricos do mundo pela revista Forbes, não seria difícil de imaginar que ele gostaria (e poderia) ter desejado um tipo de caminho espectacular levando até sua casa. Especulações à parte, antes do palácio, está localizado o Mercure Grand Jebel Hafeet Al Ain, um belo hotel com mais de 124 quartos. Uma excelente, e única, possibilidade de trafegar pela incrível estrada e ainda aproveitar um verdadeiro oásis no meio do nada.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Dupla Arte




Frotage significa três coisas: escultura sobre pintura, superfície sobre superfícies e/ou obras tridimensionais. A explicação é dada por Raul Barros, artista de Viana do Castelo que se dedica a esta arte. As suas obras têm como tema os motivos náuticos e há alguns exemplos em http://www.flickr.com/photos/raul_barros.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Moscovo em miniatura






Obcecados pela propaganda, os dirigentes do antigo regime soviético promoveram acções que actualmente seriam consideradas megalómanas e insensatas. Uma destas acções foi a construção de um imenso modelo da cidade de Moscovo destinado a ser visitado e admirado pelo povo que, deste modo, se deslumbraria perante a magnificência da capital do império soviético, maior e mais bela do que qualquer capital do Ocidente. A obra foi encomendada em 1976, época em que o regime já se encontrava na sua agonia final. O canto do cisne de uma época.

Para reproduzir uma cidade imensa foi necessário realizar um trabalho de modelização imenso. Foi encarregado dessa tarefa o artista russo Efim Deshalyt, que a deu por concluída um ano depois, em 1977, data em que foi aberta ao público. A maqueta estende-se por uma superfície de 37 000 m2 e foi realizada com uma minúcia extraordinária que retrata o mais ínfimo pormenor. Porém, a característica mais espectacular é o sistema de iluminação que permite que o realismo seja mantido vinte e quatro horas por dia, simulando as variações da luz do sol e as luzes nocturnas.
Atrás de cada janela há uma pequena lâmpada que se acende quando chega a noite, dando a ilusão de uma cidade com imensa vida nocturna. Até os barcos no rio têm luzes no seu interior! Este efeito espectacular é o verdadeiro óbice do modelo: foram necessárias milhares de lâmpadas para criar os efeitos de iluminação desejados, o que resultou num consumo eléctrico desmesurado. Esta foi a principal razão para o encerramento ao público após a queda do regime, numa Rússia a braços com enormes problemas financeiros.
Actualmente esta miniatura fabulosa está alojada no edifício municipal da cidade e é visitada quase exclusivamente por turistas. Mesmo assim continua a dar prejuízo e há até quem pense em destrui-la. Por esse motivo foi colocada à venda por três milhões de dólares.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Um Restaurante na Árvore



A ideia é chamar a atenção e a comida nem precisaria ser o mais importante. O facto é que este restaurante, encravado no topo de uma árvore na cidade de Okinawa, no Japão, é impressionante. E falando em culinária, ela é maravilhosa. O lugar serve comidas asiáticas com espectaculares pratos exclusivos da Indonésia, China, Coreia, Filipinas, Índia, Tailândia, Vietname, Singapura, e, claro, Okinawa.
O Asian Dining porém, não está sobre uma árvore de verdade. Por mais real e impressionante que seja, o "gajumaru" não passa de uma réplica em concreto. Mesmo depois de se descobrir isto, nada muda, pois o lugar continua sendo exclusivíssimo. Dentro do tronco, um elevador transporta os clientes para o alto da grande árvore, onde as mesas podem reservar excelentes surpresas. A principal delas, uma incrível vista para o mar. O terraço, lugar mais cobiçado do restaurante, garante um inesquecível pôr-do-sol, e a visão nocturna, com luzes de néon dançando sobre a água, cria a atmosfera perfeita para casais apaixonados. O romantismo flui no alto da imensa árvore de concreto e inspira sonhos mais do que reais.
Além de preços acessíveis, variedade de pratos com deliciosas combinações e bebidas de várias partes do mundo, o Asian Dining possui empregados que, na sua maioria, dominam o inglês, o que facilita bastante a ida de turistas, sozinhos ou acompanhados. Uma verdadeira casa na árvore para adultos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Sons com Sabor




Orquestra Vegetal de Viena ... orquestra que utiliza instrumentos exclusivamente vegetais, tais como cenouras, brócolos, abóboras, espargos, feijões, etc, recorrendo ainda esporadicamente a utensílios de cozinha como por exemplo garfos ou batedeiras. Por incrível que pareça,os sons obtidos são inovadores e variados e é possível reproduzir uma qualquer música de modo reconhecível.

Nas actuações a orquestra faz-se acompanhar por um cozinheiro que, findo o concerto, prepara uma bela sopa com os instrumentos para que o público os possa apreciar uma segunda e derradeira vez...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Body Art de Kim Joon




Para o artista coreano Kim Joon, o corpo humano devidamente embelezado, funciona como "medium" para expressões superiores.

Recorrendo a tatuagens com cores fortes e diversificadas, agrupa corpos entrelaçados em posições sensuais sobre os quais desenha padrões contínuos que os fundem numa massa corporal única, subjugados pelo desenho e pela cor, criando espectaculares ilusões ópticas.

sábado, 10 de maio de 2008

Fotografias espectaculares da China







Não é preciso ter um doutoramento para se tirar boas fotografias mas o Dr. Feng Jiang tem-no pela Universidade de York, onde é docente. Neste conjunto de fotografias parece ter sentido a necessidade de mostrar as virtudes paisagísticas do seu país natal, a China. Fá-lo exemplarmente, com um excelente domínio da composição, da luz e da cor. Um nome a reter.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

World Press Photo

Uma das melhores exposições de fotografia ... O Museu da Electricidade recebe, a partir de amanhã e até 8 de Junho, 185 imagens vencedoras do World Press Photo 2007. A não perder!

Música Klezmer com raiz portuguesa


Chamam-se Melech Mechaya e tocam música klezmer , que é o mesmo que dizer que aliam a tradição judaica aos sons árabes, ritmos orientais e momentos de simples "bate o pé". João Graça, Miguel Veríssimo, André Santos, João Sovina e Francisco Caiado tocam violino, clarinete, guitarra baixo e percussão, tornando os espectáculos em festas cheias de ritmo. A estreia em palco foi em 2007 e, este ano, têm já vários espectáculos agendados. No site há faixas de alguns temas para ouvir e no YouTube pode ver-se este quinteto em acção.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Andy Warhol

Donald Trump


Pink

Jason Mecier ( http://www.jasonmecier.com ) é outro nome que vale a pena destacar - aproveita objectos colocados no lixo para fazer retratos de celebridades. O ícone da pop art Andy Warhol utiliza latas de comida, cascas de banana, placas de computador. O empresário Donald Trump, latas de bebida, canetas, porta-chaves, tesoura e telemóveis. A cantora Pink, máquinas de calcular, bâtons, cassetes, marcadores, canivetes ... Bonito de se ver.
Cell Phones

Cigarette Butts


Outro exemplo é o fotógrafo Chris Jordan ( http://www.chrisjordan.com ). Utiliza telemóveis, sacos de papel, garrafas de plástico e bonecas Barbie que, entre outros objectos, fotografados a longa distância ganham formas diversas. Por exemplo, um labiríntico percurso de copos de plástico, um quadro de Van Gogh com maços de cigarros ou um final de tarde no jardim com latas de refrigerantes. O objectivo é chamar a atenção para as toneladas de desperdício causadas pelos norte-americanos. A sua exposição esteve em Abril no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Já a artista plástica brasileira Naná Hayne ( http://www.nanahaynearte.blogspot.com ) trabalha a partir de lixo digital para criar as suas peças de bijutaria. No site há imagens de fios, anéis e brincos feitos com auxílio de componentes de computadores, como teclas ou pedaços de placas.

Do lixo se faz arte


A criatividade de muitos artistas consegue fazer dos objectos que deitamos no lixo matéria-prima para obras que vão desde a fotografia aos retratos ou à bijutaria.

Em NY Garbage ( http://www.nycgarbage.com ), Justin Gignac, de 25 anos, mostra como torna o lixo recolhido nas ruas de Nova Iorque em algo único e "desejado". Coloca pacotes, embalagens, bilhetes, etc, num cubo transparente que é datado e assinado, tornando-se uma parte da cidade que qualquer um pode levar para casa. Há também edições limitadas de eventos específicos, como a passagem de ano em Times Square.